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Nunca duvide de um botafoguense

Nunca duvide de um botafoguense

Depois de encarar um engarrafamento quilométrico, surgiu um novo obstáculo: estacionar. Passamos por um estacionamento, mas resolvemos não parar ali, pois ficaria um pouco longe para chegar ao estádio. Mais à frente, avistamos outro estacionamento, porém este estava lotado. Chegamos a oferecer 40 reais por uma vaguinha, mas o sujeito (que tinha cara de flamenguista) não nos cedeu. Foi aí então que surgiu a nossa frente um flanelinha esperto, que ouviu a palavra ‘’quarenta’’, e disse que tinha um lugar para estacionarmos. Finalmente. Estacionamos em cima de uma calçada, pelo menos era na frente do Engenhão. Ou quase. Antes de chegar ao estádio, tivemos que passar por um beco um tanto desagradável. Fiquei olhando para cima, porque se eu visse uma barata ou rato no chão... Acho que desmaiava. O tal beco era tão estreito que pensei que meu pai não passaria por ele.

Ao chegarmos ao estádio, subimos as rampas e nos deparamos com uma banquinha onde vendia camisas do Botafogo... E sim, do Loco Abreu! Compramos quatro camisas do Loco e fomos super felizes à nossa área, leste inferior.

Assim que chegamos nos nossos aposentos, penduramos uma linda bandeira do Uruguai no corrimão. O fã clube Loco Abreu estava formado. Mas esperem... Onde estava o senhor Marcelo Lartigue? Ah, inventando moda, como sempre... Luiz Fernando havia dito à ele que ele não chegaria a lugar algum com aquela credencial de jornalista. Marcelo não se conteve e foi provar o contrário para o amigo.

Depois de algum tempo, avisto um senhor de andar engraçado dentro do campo. Sim, ele entrou! E não, ele não era a bola. Marcelo entrou no campo com o poder da sua credencial. Não foi difícil avistá-lo, estava vestindo uma camisa de manga comprida preta e branca, uma azul do Loco Abreu por cima e claro, seu autêntico jaleco. Ele demorou seis horas para dar uma volta inteira no campo. Não, mas foi quase isso. Ficou tirando ótimas fotos da torcida mais linda do mundo e depois, andando tranquilamente como se nada estivesse acontecendo. Disse ele que ficou vendo o jogo ao lado do seu amigo Loco Abreu. Não entendi porque ele não registrou o momento. Acho que estava em estado de choque, coitado. Nem pra lembrar da filha e pedir um autógrafo?

 

Somos famosos ...

Somos famosos ...

Que Búzios é famosa, todos já sabem. Viva Bardot!

Nossa cidade dispensa apresentação. Passamos de uma pequena vila de pescadores à destino internacionalmente conhecido.

Temos diversas praias, uma mais bonita que a outra. Fica até difícil escolher aonde assistir o por do sol.

Somos destino para a prática do mergulho, da vela, do surf e do golf, um dos melhores campos aqui se encontra.

Temos moda. Um shopping a céu aberto com as melhores grifes na Rua das Pedras seguindo até a Orla Bardot.

Festival de cinema, de jazz e gastronomia fazem parte do nosso calendário de eventos.

Búzios é um paraíso para se degustar também a mesa. Nossa gastronomia é uma atração à parte, não só pela comida e sim pela diversidade do que pode ser encontrado. Dos pinchos e tapas espanholas ao cherne com legumes do Cigalon, passando pela caipivodka do Bar do Zé ao petit gateau da Capricciosa. É o endereço certo para comer bem e aproveitar a vida noturna que a cidade oferece.

Búzios tem uma agitada vida noturna. Festas, shows, boites e bares para todos os gostos. Do happy-hour ao amanhecer, a balada é garantida para todas as tribos. É comum encostar em personalidades e ouvir as mais diversas línguas aqui.

Afinal, tudo começou com ela, Brigitte.

See you in Búzios.

 

*Sylvana Graça nossa antenada de plantão que tá quase ocupando o espaço de Brigitte.

Ahhhhh... Gosto!

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Ahhhhh... Gosto!

Para alguns o mês mais sofrido do ano, principalmente pelas histórias aí encontradas. Crença popular ou não, muitos deixam até de fazer coisas por causa desse mês.

E em Búzios não é diferente. Tem comerciante rezando para o mês acabar. Sempre digo, que ser comerciante em Sampa ou no Rio é mole. Quero ver ser comerciante em Búzios e cidades que "vivem" do turismo para "sobreviver". Parabenizo os daqui.

Gosto do Agosto, apesar de tudo. Não tem jeito! Além, da luz que o mês oferece para a fotografia e a lua que tem encantado muita gente, temos todos os lugares com mesa disponível, atendimento quase que VIP. Tempo para as amigas, tempo de ler mais, viajar, tirar aquele casaco do armário, o edredom e até ver pingüim.

Mas, voltando ao texto a qual tentei começar... As boas de agosto na nossa Terra do Nunca, já que é o que muitos me perguntam, quase que diariamente. Tarefa difícil, hein?! Mas vamos lá!

Em Manguinhos o Porto da Barra oferece com seus restaurantes diversas opções. Já começando pela segunda no Escritório para quem curte uma música com petisco, na terça o rodízio de sushi no Captains ou a sopa do Bar do Mangue. Também em Manguinhos, o Amora que fica no Shopping Porto Bello, oferece uma ótima música nas sextas.

No Centro, no Renascimento, Dj Help, todas as quintas faz o Degusta Petiscos. O Delicafé que se tornou quase que um bistrô, também uma ótima opção, no Captains da Rua das Pedras o drinque pré balada, no Anexo cada noite tem uma programação diferente. Além de poder apreciar o por do sol no Bar do Zé, quase que só seu.

Não preciso citar as casas noturnas, essas além do famoso crepe Michou, todos já sabem. Apesar de que nessa época, fazem um tipo de revezamento. Fique atento nas datas e programações. E a o concerto de Cellos que vai acontecer ainda este mês na praça Santos Dumont.

Restaurantes novos como o Aquarium na Orla, o francês Taverne 67 que fica na Turíbio e a mais nova padaria Panini que fica em Manguinhos são as novidades da temporada.

Agora é hora de viver a vida e se preparar literalmente para mais um verão que já praticamente começa em setembro com o feriadão da Independência, o II FINDE Búzios no mesmo mês. O Festival Gastronômico em outubro, o Festival de Cinema em Novembro e pronto 2011.

Queiram ou não agosto é um mês muito importante para nós que aqui vivemos. Ou vai ou racha!

* Sylvana Graça nossa antenada de plantão que está de bem com a vida.

A Cascata e a Lamparina de gás

Cheguei do Rio trazendo comigo as imagens da mostra de Sergio Allevato. O álbum botânico de Sergio remete instantaneamente as aquarelas de Margareth Mee, mas quando observamos com atenção vemos ali uma ironia critica. As imagens não são, como parecem, copias de coisas já arquivadas na memória. Dos brotos, folhas deformadas em flores, ramos surgem personagens infantis nossos conhecidos: Donald, Zé Carioca, Ligeirinho, Zézinho, Luizinho, Minie, Asterix. As imagens de Allevato nos atraem e prendem como plantas carnívoras para propor contato com a perversidade complexa que envolve a sexualidade em tempos de Brunos e "marias chutarias". Os órgãos reprodutivos das plantas das aquarelas de Sergio, alterados pelo uso de personagens infanto juvenis, me fazem lembrar de Marcel Duchamp em especial da obra "Dados: 1.Cascata, 2. Lamparina de gás" produzida de1946 até1966 que, contendo em si todas as outras obras de Duchamp, nos fala do desejo, do sexo como um mecanismo que, quando acionado, quer alcançar o êxtase. Em Duchamp o ápice do ato estético culmina com tiros de revolver que o artista dá sobre a superfície de sua obra, sobre o vidro pintado, perfurando-o como o esperma perfura a parede do óvulo. Os gineceus e androceus de Allevato não são menos críticos a volatilização da reprodução das espécies. Ao inserir na imagem a surpresa, o inesperado, o curioso Allevato nos fala do sexo/desejo manipulado. Assim como os carros vendem-se pela potência do falo transferida para a potência dos motores, os prazeres de Dionisio e Baco exalam pelo gargalo das "louras geladas". Nos desenhos na mostra da Galeria Artur Fidalgo o que se propaga é a idéia de que nada está livre da perversidade do homem. Mas se as imagens da arte não conseguem transformar o mundo, porque quem transforma o mundo são os homens. A arte existe para transformar o homem.

Boa noite, Cinderela

Na última hora, inspirado por sua ida a Bons Aires, o editor desse periódico me pediu para falar sobre a nova moda cucaracha: o casamento gay. Para mim esse assunto não muda em nada a minha vida, não sou romântico a ponto de querer uma cerimonia nos moldes decadentes, cópia ultrapassada de regimes de comunhão entre pessoas, e que tem como origem a preservação, transmissão de bens e direitos burgueses e, tampouco, preciso do poder instituído do Estado para autorizar meus afeto. Então falar de casamento gay é meio oba-oba num mundo que ainda pedra mulheres como adúlteras. Direitos? No caso do casamento entre pares do mesmo sexo: ótimo, mas não porque optar por liberdade e sanidade apenas por meio da conduta sexual? Direitos sim, como pessoa, ser pensante, responsável por si e pelo outro na vida em sociedade. Se as pessoas não conseguem, sequer, deixar de fumar em locais proibidos por Lei, o que é uma Lei? Afronta a condutas ou dogma? Tudo bem, tô dentro, mas não necessito que alguém me autorize a estar junto de quem gosto. Sou brasileiro, vacinado, carioca forjado no Pier de Ipanema, minha musa é Leila Diniz. Mas, enfim quem precisa de papel para justificar socialmente viver com alguém do mesmo sexo, que vá em frente, quer casar de paletó e gravata, véu e grinalda, tudo bem, agora não esperem que eu vá para Bons Ares para isso. E, Marcelo, acho que você não devia ficar tendo recaídas a cada vez que volta a terra natal, isso não lhe cai bem.

Verão 2011 Moda Praia

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Verão 2011 Moda Praia

A coleção verão 2011 da Neon apresentada no SPFW foi um show de bom gosto. Inspirada no nado sincronizado e com uma pegada navy da década de 70 e 80. Dentre as cores utilizadas apareceram o tradicional náutico, azul vermelho e branco. As estampas simulam o fundo do mar, correntes, nós de marinheiro e âncoras se misturas com listrados que lembram guelras de tubarão.

Neoprene, algodão, plástico e vinil foram alguns dos materiais usados para compor peças com recortes iguais aos dos long johns usados pelos surfistas. Macacões, parcas, transpasses quem lembram roupões, e calças fuseau (década de 80) completam a coleção de Dudu Bertholini e Rita Comparato.

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