INHOTIM

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É esse o lugar. Lugar aonde a nossa percepção vai além. Aonde sentimos o que vemos porque percebemos com o olhar da alma. Uma viagem. Até Brumadinho, Minas Gerais, sô!

E a gente vai caminhando entre 1500 espécies de palmeiras e as mais diversas plantas idealizadas por Burle Max, inicialmente. Aos poucos, lá pelos anos 80, o dono, Bernardo Paz foi criando seu acervo botânico particular.

E fez do seu universo particular uma mistura de obra da natureza, bem disposta, com a arte humana. Ficou tudo tão, mais tão, tão, tão bonito que ele abriu para o mundo todo ver. Indescritível. Só indo lá pra ver. E sentir.

Os curadores escolheram mais de 100 artistas do mundo todo. São 30 nacionalidades. O espaço de 100 hectares foi cuidadosamente projetado para integrar as obras com o meio ambiente. O resultado, um verdadeiro espetáculo!

Cildo Meireles impressiona com o Através. Aos pisar em cacos de vidro, em espaço de um labirinto montado por obstáculos transparentes, pensamos nas barreiras que, sem perceber, criamos dentro de nós. O Inmensa te faz ver o óbvio: muitos são os que fazem o alicerce para poucos subirem na escala social.

Adriana Varejão apresenta na sua galeria, Celacanto Provoca Maremoto. Lindo de gritar. E a delicadeza de Passarinhos? Dá vontade de ficar ali. Parada com cara de boba.

Tunga, Edgar de Souza, Hélio Oiticica, Yayol Kusama, são tantos que fica difícil contar tudo que vi. O americano Doug Aitken fez a trilha sonora do interior da terra. Assim: cavou 200 metros e fixou microfones lá embaixo. Na sala de vidro, com 360° de natureza pra gente ficar perplexo, vem um som louco, forte, de terra gritando. Olhei para o buraco esperando ver um fundo comprido e preto. Mas, vi o céu refletido no vidro vindo de outro buraco aberto no teto. Demais!

A integração arte e natureza é tão perfeita que fiquei sem saber do que mais gostei. Vídeos, pinturas, esculturas, obras ao ar livre, sobre as águas, de todo jeito estão dispostas em perfeito equilíbrio. E, outras galerias estão sendo construídas. Algumas obras são permanentes, outras temporárias. Por isso, temos que voltar sempre ao Inhotim.

Gostaria de dar mais detalhes. Falar das vigas de ferro jogadas pelo americano Chris Burden em uma grande poça de cimento; do True Rouge de Tunga; do Continente Nuvem de Rivane Neuenschwander...

Visitem o Inhotim. Depois me contem.

 
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