INÍCIO Região dos Lagos Cabo Frio Menos choro e mais trabalho

Menos choro e mais trabalho

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José  Martins, ou melhor, Zé da Picanha, atual Presidente da ACIA (Associação Comercial e Industrial de Cabo Frio) é um dos comerciantes mais respeitados de sua cidade.  Sincero e sempre bem humorado, ao ser perguntando quem apoiaria na próxima eleição municipal, foi direto: estou com os empresários. Oxalá nossos  empresários fossem assim. Tivessem a coragem e a ousadia de defender suas classes, suas categorias. 

Zé da Picanha foi recentemente reeleito (por aclamação) presidente da ACIA. Mostrou  um trabalho tão bem feito que praticamente foi convidado para ficar no posto por mais um mandato. Zé é, acima de tudo, um pacificador. Gosta de unir as pessoas. Quando perguntamos o que ele achava da operadora CVC, foi direto ao ponto - como é de seu feitio. 

-Temos que tirar o chapéu para a CVC, que é uma empresa idônea e que trabalha muito bem.  Agora, se ela chega numa cidade, coloca preço e o empresário aceita, o problema não é dela. A CVC é uma empresa compradora de pacotes turísticos. Cabe a quem vende saber se vale a pena ou não. Eu mesmo não faço pacotes turísticos com nenhuma agência de viagens, pois não tenho como baixar meu preço. Trabalho com produtos de qualidade para o povo de Cabo Frio. Se for para baixar o preço, prefiro baixar para meus clientes cabofrienses. Agora julgar a CVC ninguém tem capacidade de julgar não.

Zé já foi procurado por diverso sites de compras coletiva, a coqueluche do momento. Fizeram-lhe diversas ofertas. De comprar mil picanhas, etc. Ele jamais aceitou. Recusou as propostas por receio de ter que mudar a qualidade do seu produtos, que para  Zé, é o maior pecado que um empresário pode cometer. Em troca de maiores lucros, reduzir a qualidade dos produtos. 

-Temos que ter um lucro real para pagar funcionários e encargos. Mas jamais podemos negligenciar a qualidade dos produtos. Todo empresário tem que ter consciência dos produtos que têm na mão. Agora, cada comerciante manda em seu negócio. Da porta para dentro é com ele mesmo. A gente alerta para que os compromissos sejam cumpridos. Principalmente para não ter risco jurídico. Assumir um compromisso de atender mil pessoas com preço baixo é complicado.

Zé não é daquele tipo comerciante que chora o tempo todo. Que reclama da vida sempre. Faça sol ou faça chuva- como tem acontecido nos últimos dias na Região- Zé vai trabalhar e não fica resmungando pelos cantos. Ele lembra que pior é para quem têm comercio na região Serrana. Em Cabo Frio, assim como em Búzios, dias de sol não são sinônimos de boas vendas para os restaurantes normais. Nesses dias, quem vende bem são as barracas de praia. Quando chove a situação se inverte. 

-Lembro muito bem quando era criança, que quando o verão era ruim, os meses de baixa temporada eram um fracasso. Mas era outra época. Levava-se horas para chegar a Cabo Frio, as estradas eram de barro e cheias de lama. Mas isso mudou. Estamos hoje há uma hora e meia da cidade do Rio de Janeiro. Somos um bairro avançado do Rio. Cabo frio e Búzios tem movimento o ano todo. Felizmente não temos mais baixa temporada na Região dos Lagos. Sei que o prefeito de Búzios está expulsando os navios da cidade. Eles estão vindo para Cabo Frio. Mirinho faz isso porque é cabofriense, finalizou Zé da Picanha, o comerciante mais simpático de Cabo Frio.
 
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