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E lá vamos nós de novo

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Mais uma vez, e com mais organização e vontade, o time da SEB (que usa o nome de Búzios) vai disputar a terceira divisão do Campeonato Carioca, a famosa Terceirona. Em 2011, ano de estréia,  a equipe de Búzios foi muito bem e lutou  até a última rodada para subir para a Segunda Divisão. Foi por pouco. Mas esse ano, o técnico Gugu promete trabalhar com afinco para realizar o sonho do Julien, presidente do Clube, que é ganhar o campeonato e com isso, disputar o clássico regional contra a equipe da Cabofriense. Quem diria que Julien, o segundo goleiro mais frangueiro da história da SEB (perde apenas para o goleiro Máximo) iria se transformar no maior presidente da historia do clube.

Gugu, ou melhor, Luiz Augusto da Silva Braga, morador da Villa Caranga e ex-jogador  profissional de futebol é a grande aposta para este ano. Experiência com o esporte bretão é o que não lhe falta. Desde moleque jogava futebol e aos 16 anos, jogou um campeonato de juniores pela equipe da Cabofriense. Aos 18 se profissionalizou e aos 26, por motivos que nem mesmo ele sabe explicar, parou de jogar. Em  2002 resolveu fazer um curso de técnico na França  e em 2005 levou uma equipe de Búzios para participar de um torneio internacional na cidade de Nantes, na França. A equipe buziana ficou em terceiro lugar, mesmo jogando contra  times mais fortes.

-Estamos bem. Na verdade poderíamos estar melhor, se tivéssemos mais apoio. As outras equipes já estão treinando e nós ainda estamos montando o elenco. Mas acredito no projeto. Ano passado quase conseguimos a vaga na Segunda Divisão. Ainda estamos nos organizando em termos financeiros, mas acredito que vamos chegar bem. Dentro de campo está tudo certo. Temos uma boa safra de jogadores. A maioria de Búzios. Tenho certeza que temos chances de fazer um bom campeonato e subir, afirmou o técnico Gugu.

Julien, presidente da SEB (Sociedade Esportiva Búzios) gosta de marketing. Ano passado, inscreveu um jogador de origem chinesa na equipe. Foi o primeiro chinês a jogar um campeonato no Brasil. O que gerou inúmeras reportagens nas principais mídias do Brasil. Agora, Julien contratou um jovem Pataxó e dentro de poucos dias,  dois jogadores argentinos se apresentarão a equipe. O ex-jogador Caniggia também assinou uma parceria com a SEB e o estádio do clube será rebatizado de “A Bomboneira de Búzios”. O jovem empresário Marcos Vinicius Gaspar, gestor do projeto de marketing da SEB (o mesmo que trouxe o jogador  chinês) é quem está por trás de todos os contatos.

Índio não quer apito, quer bola

Iuris Santana do Couto, ou melhor Hayo Tixu, nasceu cidade de Porto Seguro, Bahia, e tem um irmão que mora em Búzios há seis anos. Desde pequeno, Hayo sonhava ser um jogador de futebol. Na tribo onde vivia,  o que mais fazia, era jogar bola com os amigos da tribo, lembra. A equipe de Búzios é seu primeiro clube profissional. Dentro de pouco tempo Hayo, que já foi aprovado pelo técnico Gugu, será federalizado e  se tornará enfim, um  jogador de futebol de verdade e não mais um peladeiro. Boa sorte para ele.

- Sempre sonhei em  ser um jogador profissional de futebol e estou tendo essa chance aqui, em Búzios. Vou fazer de tudo para aproveitar essa oportunidade. Gosto de jogar no ataque, mas também jogo no meio campo. Me considero um jogador de equipe, não sou fominha. Tenho apenas 16 anos e um grande futuro. Quero aproveitar a vitrine que  é o Campeonato Carioca  para mostrar todo meu talento, declarou Hayo Tixu.

Já falamos mas não custa repetir. Muita gente não está enxergando a grandeza deste projeto. No mundo esportivo e no mundo midiático, o futebol é o maior case do mundo. É  o que dá mais retorno publicitário. Imagine se em 2014, ano de Copa do Mundo no Brasil, o time de Búzios estiver disputando a primeira divisão do Campeonato Carioca. Sabe quanto vale o locutor da Rede Globo gritar em plenos pulmões “ Gol de Búzios”. Uma fortuna. Por isso tão importante seria o apoio da Prefeitura e dos empresários da cidade ao projeto. Outro detalhe do projeto é que ele é um grande gerador de emprego e renda. Quem joga futebol está trabalhando. O time da SEB, por exemplo, emprega mais de 50 pessoas direta ou indiretamente.
 
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